Um novo capítulo: moda modesta, vestidos e os caminhos que seguimos

Há alguns anos, este blog fazia parte de um projeto que acompanhava de perto diferentes momentos da nossa vida. O tempo passou, outros projetos apareceram, novas responsabilidades surgiram e, naturalmente, este espaço acabou ficando de lado.

Foram aproximadamente 12 anos desde o período em que este blog esteve mais presente no nosso dia a dia. Nesse intervalo, muita coisa mudou. Mudaram os projetos, os objetivos, o trabalho e também a forma como enxergamos aquilo que construímos ao longo dos anos.

Hoje, depois de tanto tempo, resolvi voltar a escrever por aqui por um motivo um pouco diferente.

Um projeto que começou em família

Quem acompanha nossa história talvez saiba que a Danielle Bregantini Moda Modesta é um projeto que construí junto com minha esposa, Danielle.

A loja começou de uma forma simples, com muito trabalho e com a vontade de construir algo nosso. Com o passar do tempo, fomos aprendendo, errando, acertando e entendendo melhor o mercado de moda feminina.

O que começou com um foco principalmente voltado para vestidos modestos foi crescendo e tomando novos caminhos.

Hoje, a Danielle Bregantini trabalha com uma proposta mais ampla de moda modesta e moda feminina, oferecendo diferentes opções para mulheres que procuram peças elegantes, femininas e discretas.

Moda modesta e vestidos

Os vestidos continuam sendo uma parte muito importante da história da loja.

Ao longo desse caminho, fomos percebendo como existe uma procura grande por vestidos modestos, vestidos evangélicos e vestidos femininos que possam ser usados em diferentes ocasiões.

Hoje, a loja trabalha com opções de vestidos longos, vestidos midi e vestidos curtos, além de diferentes modelos, cores e tamanhos.

A ideia não é simplesmente vender uma peça de roupa, mas oferecer opções para mulheres que gostam de se vestir bem e que procuram uma moda que combine elegância, conforto e modéstia.

Uma loja que foi além dos vestidos

Embora os vestidos tenham sido o ponto de partida e continuem tendo grande importância, atualmente nosso projeto também envolve outras categorias de moda feminina.

Entre elas estão as blusas femininas, saias, macaquinhos, modeladores, shorts modeladores, cintas, bolsas e cintos.

São produtos que permitem montar diferentes combinações e ampliar as possibilidades de quem procura moda modesta e moda feminina.

Uma saia pode ser combinada com uma blusa para criar uma produção diferente. Um vestido pode ganhar outra aparência com uma bolsa ou um cinto. Os acessórios também ajudam a completar o visual.

É justamente essa variedade que representa o momento atual da Danielle Bregantini.

Moda feminina em Aquidauana

A loja está em Aquidauana, no Mato Grosso do Sul, e ao longo dos anos passou a atender também mulheres de outras cidades da região.

A localização acabou fazendo parte da própria história da empresa. Hoje, quando alguém procura por vestidos em Aquidauana, vestidos modestos em Aquidauana, moda modesta em Aquidauana ou uma loja de moda feminina na cidade, é possível encontrar a Danielle Bregantini entre as opções disponíveis.

Mas nosso trabalho não fica limitado à região.

Com a loja online, conseguimos atender clientes de diferentes lugares do país. Enviamos nossos produtos para todo o Brasil, levando vestidos, roupas e acessórios da Danielle Bregantini para mulheres que não estão necessariamente próximas da nossa loja física.

Dessa forma, uma empresa que começou em Aquidauana também consegue chegar a outras cidades e estados por meio da internet.

E por que voltar a escrever aqui depois de 12 anos?

Talvez essa seja a parte mais curiosa desta publicação.

Este blog ficou parado durante muito tempo. E, depois de tantos anos, achei interessante voltar justamente para registrar um pouco dessa nova fase.

Não quero transformar este espaço simplesmente em um canal de propaganda. Este blog nasceu como um projeto pessoal e continua tendo uma história própria.

Por isso, peço licença aos leitores antigos para fazer uma pequena divulgação.

Hoje estou novamente apoiando de forma mais próxima um projeto que ajudei a construir junto com minha esposa: a Danielle Bregantini Moda Modesta.

A empresa mudou, nós mudamos e os projetos também mudaram. Mas algumas coisas continuam iguais: o desejo de trabalhar, construir algo nosso e melhorar aquilo que começamos lá atrás.

Conheça a Danielle Bregantini

Para quem chegou até aqui e ficou curioso para conhecer esse novo projeto, deixo o convite para visitar o site da Danielle Bregantini Moda Modesta.

Por lá estão disponíveis os produtos e novidades da loja, incluindo vestidos modestos, vestidos longos, vestidos midi, vestidos curtos, blusas femininas, saias, macaquinhos, modeladores, shorts modeladores, cintas, bolsas e cintos.

A loja está localizada em Aquidauana, no Mato Grosso do Sul, mas o atendimento não fica restrito à nossa cidade ou à região. Também enviamos nossos produtos para todo o Brasil, permitindo que mulheres de diferentes estados possam conhecer e comprar nossas peças pela internet.

Para quem procura moda modesta online, vestidos modestos, vestidos evangélicos ou moda feminina, o site reúne diferentes opções e novidades da loja.

Conheça a Danielle Bregantini Moda Modesta:

www.daniellebregantini.com.br

Para quem está em Aquidauana ou na região, também fica o convite para conhecer a loja física e acompanhar essa nova fase do projeto.

Um novo capítulo

Talvez este post seja apenas uma publicação perdida em um blog que ficou muitos anos parado.

Ou talvez seja o começo de uma nova fase por aqui.

Depois de aproximadamente 12 anos, voltar a escrever neste espaço e poder falar sobre um projeto que fez parte da minha vida é, de certa forma, olhar para trás e perceber o quanto as coisas mudaram.

A Danielle Bregantini continua crescendo, a moda modesta continua fazendo parte da nossa história e este blog, depois de tanto tempo, ganha novamente uma publicação.

Dessa vez, para contar que alguns projetos antigos podem mudar de forma, mas ainda podem fazer parte da nossa história.

O Lado "Macabro" do Seriado Chaves


 Prezados leitores desse Blog, sempre fui fã do seriado Chaves e quando criança, não via a hora de comecar o programa para me dedicar na atenção a ilariante comédia que mesmo sendo um tanto infantil e boba, preenchia o tempo com um humor nostálgico e envolvente.
  Mesmo após a infância e a adolescência, muitos jovens, meia idade e velhos costumam assitir Chaves por horas e horas. É Simplesmente incrível o poder de persuação e atração que um seriado Mexicano do final da decáda de 70, tem em crianças, jovens e velhos, após 40 anos.
  Deparei com um texto no site da Revistabula, e também assisti um video do Nostalgia, sendo ambos em volta do mesmo sentido; o lado oculto de Chaves, o lado muitas vezes inperceptível aos nossos olhos, algo que se formos analisar cuidadosamente nos fará refletir e pensar sobre o assunto. transcrevo logo abaixo o que li no site, porém de modo algum quero expressar crítica ou opnião sobre o seriado, que cada um leia, pense e reflita sobre o que esta escrito logo abaixo:

 

O ator, escritor e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana. Ele é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”. Se, conforme ensinou Baudelaire, “a maior artimanha do demônio é convencer-nos de que ele não existe”, podemos concluir que esse mesmo demônio não iria apresentar seus domínios por meio de estereótipos: escuridão, chamas, tridentes, lava. Em “Chaves”, verdadeiramente, “o inferno são os outros”.

Bolaños encheu sua criação de sinais que devem ser decodificados para que se revele seu verdadeiro sentido de auto moralizante. O primeiro e mais importante é o título. Originalmente, o seriado chama-se “El Chavo Del Ocho”, ou traduzindo do espanhol: “O Moleque do Oito”. Ninguém sabe o verdadeiro nome do protagonista, que nunca foi pronunciado. Cha­mam-no apenas de “Moleque”. O nome próprio Chaves é uma adaptação brasileira, uma corruptela da palavra “chavo”. É certo que um “chavo”, ou “moleque”, é quem faz molecagens; quem subverte a ordem do que seria moral e socialmente aceito como correto. Em livre interpretação, o “moleque” é um pecador. Portanto, o seriado trata de pecados. Não de pecados mortais, pois do contrário dificilmente seus personagens gerariam simpatia, mas, com certeza, de pecados capitais.
Ao contrário do que muitos acreditam, o protagonista não mora em um barril, mas na casa número 8. Sendo órfão e morador de rua, foi recolhido por uma idosa, que jamais foi mostrada; e que talvez não exista. Se existir é a morte materializada, pois habita o 8. Basta deitar o numeral 8 que obtemos o símbolo do infinito. A morte é infinita, pois não há vida antes da vida e após a vida volta-se a condição anterior. A vida pode ser medida pelo tempo, o antes e o depois é, por definição, infinito. O nada infinito, a graça infinita ou a purgação infinita.

Essa vila do “8” nada mais é do que um pedaço do Inferno, especialmente preparado para receber seus hospedes, mortos e condenados no julgamento final. Uma variação cômica de “Entre Quatros Paredes”, onde duas mulheres e um homem (além de um mordomo… mas o comunista Sartre não considerou o representante da classe proletária um personagem pleno) são obrigados a se suportarem mutuamente pela eternidade, num ciclo infindável de acusações e violência. Não é difícil imaginar a cena: Chiquinha chuta a canela de Quico e faz seu pai pensar que o menino foi o agressor, enervado Seu Madruga belisca Quico, que chama Dona Florinda, que acerta um tapa no vizinho gentalha, que descarrega a raiva no Moleque, que atinge o Seu Barriga quando ele chega para cobrar o aluguel. Enquanto isso, o professor Girafales, queimando de desejo, bebe café, com um buquê de rosas no colo, sem desconfiar a causa, motivo, razão ou circunstância de tanta repetição.
O cenário é um labirinto rizomático, sem centro, começo nem fim. Saindo da vila caem em uma rua estreita que leva a um pequeno parque, um restaurante e uma apertada sala de aula. As variações, como Acapulco, são exceções que confirmam a regra. O universo dos personagens se resume a esse espaço claustrofóbico, onde um ambiente leva a outro que leva a outro que leva a outro, indefinidamente.

Os pecados que cometeram em vida transparecem em suas características, medos e frustrações. Chaves, o Moleque, sempre faminto, cometia o pecado da gula. Glutão inveterado, sua preferência por sanduiche de presunto indica desprezo pelas leis de Deus, que proibiu o consumo de porco, esse animal sujo e de pé fendido. Inimigo de qualquer autoridade moral, apelidou seu professor de “Mestre Linguiça”, outra referência a malfadada iguaria suína.
Seu Madruga, que têm muito trabalho para continuar sem trabalhar, cometia o pecado da preguiça. Exigem redobrados esforços suas estratégias de fuga, para não pagar os indefectíveis 14 meses de aluguel. Que nunca se tornam 15 meses, denotando que a passagem do tempo está suspensa. Não é necessário lembrar que 7 + 7 é igual a 14 e que, na tradição crística, 70 x 07 simboliza o infinito. Da mesma forma que o 8, o símbolo de adição deitado torna-se o de multiplicação. Deus mora nos detalhes.

A ganância de Seu Barriga é óbvia. Quem mais cobraria o aluguel mensal praticamente todos os dias? Os golpes que o Moleque lhe aplica sempre que chega a vila faz parte de sua punição. O fato de possuir como veículo uma Brasília amarela liga-o imediatamente ao país Brasil, indicando que em vida deve ter se envolvido em escândalos de corrupção. Terry Gilliam não escolhe títulos ao acaso.
O pequeno marinheiro Quico, o menino mais rico da vila, é movido pela inveja. Sempre que vê um de seus pobres vizinhos se divertindo com um surrado brinquedo, cobiça aquela alegria simplória e vai buscar um dos seus, sempre maior e melhor, mas que nunca lhe dá satisfação. O brinquedo do outro, mesmo sendo obviamente inferior, sempre lhe parece mais interessante. Um círculo vicioso de inveja, jamais saciada.

Chiquinha é marcada pela personalidade intolerante, raivosa. Imitando o Pateta, usava o automóvel como uma arma potencializadora de sua ira. Morrendo em uma briga de trânsito, na vila, tenta fazer o mesmo com o triciclo. Não foram poucas as vezes que atropelou pés e brinquedos. Mas a musa que canta a ira do poderoso Aquiles não se ocupa da ira insignificante de Francisquinha. Sendo a menor e fisicamente mais fraca da vila, só lhe resta chorar, chorar e chorar.
 

Dona Florinda e o Pro­fessor Girafales foram libertinos do porte do Marquês de Sade e Messalina (ou os próprios). Mestres na arte da luxúria, acabaram condenados a eternidade de abstinência sexual. Frigida e impotente, a mente almeja, mas o corpo não acompanha. Consomem infindáveis xícaras de café que, com propriedades estimulantes, alimentam ainda mais o fogo que não podem debelar. O professor Girafales fuma em sala de aula não porque “El Chavo Del Ocho” foi gravado antes da praga politicamente correta, mas devido ao fato dele ser portador do célebre cacoete pós-coito de acender um cigarro, fazer um aro de fumaça no ar e perguntar “foi bom para você?”. Incapaz de cumprir a primeira parte do ritual erótico, involuntariamente reproduz a segunda. Não por acaso, a trilha sonoro de seus encontros é a mesma de “… E o Vento Levou”. A frase final do filme é “amanhã será outro dia”. Na vila, sempre haverá outro dia e outra xícara de café.

Dona Clotilde, a bruxa do 71, padecia de extrema vaidade. O gênio de Bolaños teve a sutileza de convidar uma ex-miss, a espanhola Angelines Fernández, para interpretar a personagem. Novamente o signo de uma condenação eterna aparece: 71 nada mais é do que 7+1=8. O animal de estimação de Dona Clotilde, significativamente chamado de Satanás, chama atenção para outro elemento importante. A presença de diversos demônios errantes na vila. Trata-se de uma besta transmorfa. Em alguns episódios satanás é um gato, em outros um cão. Diferente do paradoxo do coelho-pato de Jastrow, Wittgenstein e Thomas Kuhn, que servia ao desenvolvimento da razão, o gato-cão é uma representação do misticismo, o cão em “pessoa”.
Em 1589 o teólogo Peter Binsfeld, no livro “Binsfeld’s Classification of Demons”, estabeleceu que cada um dos sete pecados capitais possui um patrono infernal. Sintoma­tica­mente, Lúcifer, nome pelo qual muitos chamam satanás, gera a vaidade. Os outros são Asmodeu que gera a luxúria, Belzebu a gula, Mammon a ganância, Belphegor a preguiça, Azazel a ira e Leviatã a inveja. Não nos enganemos: eles rondam a vila. Aparecem circunstancialmente, para promover desordem, dor e tentação.
Se o gato-cão Lúcifer/Satanás ajuda a difundir o boato de que Dona Clotilde é uma bruxa, me parece óbvio que a bela menina Paty e sua tia Glória são Belzebu e Belphegor metamorfoseados em súcubos, demônio sexuais femininos, prontos para atiçar outros apetites no Moleque e tirar Seu Madruga de seu estado de letargia. Por sua vez, o galã de novelas Hector Bonilla, que visitou a vila, nada mais é do que Asmodeu na forma de um íncubo, demônio sexual masculino, com a missão de tumultuar a relação do casal de libertinos castrados. Nhonho é Mammon, instigando o pai avaro a gastar. Popis é Azazel, esmerando-se em despertar a ira de Chiquinha com sua futilidade enervante. Godinez é Leviatã atiçando a inveja de Quico, com suas respostas tão certeiras quanto involuntárias ao Mestre Linguiça. Figuras de pouca relevância como Dona Neves, Seu Furtado, os jogadores de ioiô, os alunos anônimos na escola, os clientes do restaurante, o pessoal do parque e do festival da boa vizinhança, além de outros coadjuvantes, são entidades demoníacas menores, com a função de criar a ilusão de normalidade.

De fato, os frequentadores da vila parecem inconscientes de sua condição. Os adultos por serem alto centrados. As crianças por estarem duplamente amaldiçoados, regredidos a condição infantil, talvez como espelho da imaturidade emocional que os levaram a conduta pecadora. Enquanto muitas pessoas sonham em possuir a experiência da maturidade em um corpo jovem, eles mantiveram o corpo que possuíam na hora da morte, mas quase sem nenhuma experiência. Essas são as sutilezas da burocracia infernal.

O carteiro Jaiminho, em sua função de portador de mensagens, é o único representante do lado de cá. Um médium que tenta fazer contato com essa outra dimensão. Seu constante estado de fadiga é resultado do esforço sobre-humano necessário para cruzar as dimensões. Prova disso é a descrição que Jaiminho dá de sua terra natal, Tangamandápio. A despeito de existir de fato, sendo localizada a noroeste do Estado mexicano de Micho­acán, trata-se de uma alegoria. Se­gundo o carteiro, tudo em Tangamandápio é colossal. Seria maior do que Nova York e teria uma população de muitos milhões de habitantes. O que poderia ser tão grande? Obviamente, ela não se refere a uma única localidade isolada, mas a todo o planeta; a terra dos vivos. As cartas que transporta são psicografias e a bicicleta que nunca larga, apesar de não saber andar, nada mais é do que um totem, ao estilo de “A Origem”, necessário para que possa voltar para realidade.

Em “El Chavo Del Ocho”, Bolanõs, o Camus asteca, criou sua própria versão do mito de Sísifo. O Moleque e companhia estão condenados a empurrar inutilmente por uma ladeira íngreme essa imensa pedra chamada cotidiano, que sempre rola de volta, obrigando-os ao tormento do eterno retorno. A pedra de Quico é quadrada, não rola, desliza. É cômico, apesar de trágico.

Fonte: REVISTABULA

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